sábado, setembro 09, 2006

Tempestade de ses


E se o destino existe mesmo e as linhas estão lá para as seguirmos, paralelas, sem se tocarem? E se os sentimentos não são a paleta de cores que acreditamos ser e tudo não passar de uma ilusão monocromática? E se a dúvida é a única certeza que podemos ter? E se a vida é a morte? E se em vez de milhões somos apenas aglotinados de clones inacabados e insucedidos? E se a liberdade é as algemas da expansão do ser? E se somos parasitas, virús latentes à espera que os micróbios nos despertem?
(fotografia de Jo, 2006)

E se tudo que cremos não ser negociável tiver um código de barras? E se o Sol parar de brilhar? E se Deus é real e a fé é o esgoto atropogénico onde depositamos a esperança?