Uma caixa! que mais pode ser que não uma caixa? Uma caixa de cartão, de papel, de madeira ou plástica...Uma caixa, pouco importa de quê. Percorreram os seus cantos pelo exterior mas ficaram sem saber o que cabia no seu interior.Tiraram várias medidas, olharam de vários prismas. Serviram-se dos sentidos e experimentaram-na. Nada viram, nada ouviram, nada cheiraram, nada provaram, nada sentiram...Nada de nada! Foram-se deitar e não pensaram sobre o assunto. Quando acordaram, lá estava a caixa, exactamente no mesmo sítio ounde outros, antes deles, já a tinham deixado. De mão em mão a caixa foi tamboleando sem nunca cair.Assim, a caixa refugiou-se das gentes, sem nunca se esconder.
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