A ti avó...
Querida avó, tinha tanto para te dizer que nem sei por onde começar. Gostava de te dizer, que contrariamente ao que tu me pedias, acabei por embarcar. Em cada onda que se quebrava, aconchegando-se de mansinho, estava ali e sentia-me feliz. Pensava em ti e sorria. Palavras que nunca disse, beijos e abraços que não cheguei a dar. Saudade da ternura que trazias no olhar, saudade de te ouvir falar, das histórias à lareira em que eu voltava a ser uma pequena gota face ao oceano que tu eras para mim. Saudade de quando me ajeitavas as camisolas demasiado curtas, de quando me perguntavas se já tinha tomado pequeno-almoço, de quando querias saber de namorados, do teu sorriso quando me vias chegar, de ver-te arranjar para ires à missa, dos pequenos e grandes mimos...Minha avó, minha querida avó!
Agora já estou em terra e visto camisolas mais compridas. O meu cabelo cresceu e eu cresci com ele...Agora, muita coisa mudou, mas já não importa porque já não te posso dizer...Um grande bem-haja para ti...minha Avó.
Saudade
Que saudade do tempo
de ternura
de loucura do amor bemvindo
do amor benquisto,
das lágrimas mal brotadas
se logo por ti bebidas.
dos arrepios de frio
e do aconchego dos teus braços.
As dúvidas, as certezas,
as angustias, os medos...
Tudo era NOSSO
Culpa de quem?
Não importa.
Que saudade das divisões do nada que fazíamos
Dos sorrisos partilhados no olhar
Fomos NÓS
Agora sou EU.
Tenho saudade dessa soma equilibrada
que o tempo teima em não juntar
e as horas insistem em lembrar
Que Saudade
poema (ironicamente) escrito por Palmira Martins
Agora já estou em terra e visto camisolas mais compridas. O meu cabelo cresceu e eu cresci com ele...Agora, muita coisa mudou, mas já não importa porque já não te posso dizer...Um grande bem-haja para ti...minha Avó.
Saudade
Que saudade do tempo
de ternura
de loucura do amor bemvindo
do amor benquisto,
das lágrimas mal brotadas
se logo por ti bebidas.
dos arrepios de frio
e do aconchego dos teus braços.
As dúvidas, as certezas,
as angustias, os medos...
Tudo era NOSSO
Culpa de quem?
Não importa.
Que saudade das divisões do nada que fazíamos
Dos sorrisos partilhados no olhar
Fomos NÓS
Agora sou EU.
Tenho saudade dessa soma equilibrada
que o tempo teima em não juntar
e as horas insistem em lembrar
Que Saudade
poema (ironicamente) escrito por Palmira Martins

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